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Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Captura de tela demonstrando o desenho sonoro espacial em Unity 3D. Programação de Sang Hun Yu (© Universidade de Dundee).

Digitalização do meteorito do Bendengó, feita em partes usando HandySCAN 3D.

Cacau (Nice N. Avanza, óleo sobre tela, 1988) - acessar em realidade aumentada

Com a comunidade sendo usada como um grande canteiro de obras do Parque Olímpico – uma das estratégias usadas para pressionar os moradores e obrigar as famílias que resistiam a aceitar a proposta da Prefeitura do Rio de Janeiro -, a escultura de “Suporte dos Males” e parte da escultura “Espaço Ocupa e Casa da Dona Conceição” foram destruídas por tratores.

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Comparação entre a instalação física (aqui apresentada no Museu de Arte Moderna de Viena, em 2010) e sua simulação em realidade virtual. Modelagem de Sang Hun Yu (© Espólio de David Hall/Universidade of Dundee).

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Simulação em realidade virtual apresentada na conferência Besides the Screen, Kings College, Londres, 2018. Modelagem de Sang Hun Yu, curadoria de Adam Lockhart (© Adam Lockhart).

Exposição Turvações Estratigráficas, de Yuri Frimeza - Museu de Arte do Rio, 2013 (© Wilton Montenegro).

O Riverine Archive representa uma tentativa de catalogar as diversas atividades dos Phi Books, projeto realizado desde 2008 pelas artistas e pesquisadoras Alexandra Antonopoulou e Eleanor Dare.

O cerne dos Phi Books é o desenvolvimento de metodologias que possibilitem a comunicação e o aprendizado através de barreiras disciplinares. Inspirado pelo legado de formas algorítmicas e interativas, o projeto se apropria do objeto-livro como um modelo para estruturas compartilhadas entre diversos modos de saber, e busca explorar as contingências desta e de outras plataformas de escrita como um trampolim para a colaboração.

Frequentemente, Antonopoulou e Dare lançam mão de espaços informacionais como um ponto de encontro entre as suas práticas, jogando com a perda do controle e o atrito com o meio no intuito de gerar performances, gráficos, histórias e simulações.

Neste projeto de memória, não poderia ter sido diferente. O Riverine Archive se vale da forma cambiante do rio para produzir um acervo disfuncional, em que os registros flutuam ao sabor das ondas, e só podem ser acessados de maneira fragmentada.

Esse gesto brechtiano nos convida ao distanciamento crítico e põe em suspeita as possibilidades de imersão e de automação da empatia prometidas pela realidade virtual. Talvez a tecnologia não seja capaz de nos livrar completamente da ameaça – ou da promessa de libertação – simbolizada pelo esquecimento.

Riverine Archive

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