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Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

DiMoDA 1.0 - abertura na galeria Transfer, 2015.

Animação digital do esqueleto do pássaro Rhea americana, baseado em estudo cinemático.

Polivisão XLIV X4 (Maurício Salgueiro, técnica mista, sem data) - acessar em realidade aumentada

Com a comunidade sendo usada como um grande canteiro de obras do Parque Olímpico – uma das estratégias usadas para pressionar os moradores e obrigar as famílias que resistiam a aceitar a proposta da Prefeitura do Rio de Janeiro -, a escultura de “Suporte dos Males” e parte da escultura “Espaço Ocupa e Casa da Dona Conceição” foram destruídas por tratores.

Plantas-baixas domésticas, Phi Books (© Antonopoulou & Dare).

David Hall, A Situation Envisaged: The Rite II, 1989-90. Sistema em Unreal para simulação em realidade virtual apresentada no Festival NEoN, Dundee, Escócia, 2017. Modelagem de Rhoda Ellis, curadoria de Adam Lockhart (© Espólio de David Hall/Rhoda Ellis/Universidade de Dundee).

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Desenho esquemático da construção 3D de um monitor Hantarex no software Maya por Sang Hun Yu (© Espólio de David Hall/Universidade of Dundee).

"PROCESSO HISTÓRICO" + "MITOS DE ORIGEM"+ "O FUTURO"

Reunião semanal do projeto contidonãocontido, com os educadores-curadores.

Na sua Introdução ao Terceiro Mundo, a artista Marilá Dardot retoma uma tradição poética que reivindica o próprio museu como o seu meio expressivo. A instalação literalmente vira os dispositivos museográficos do avesso, convidando o público a passear por trás de paredes autoportantes, convertendo caixas de armazenamento em vitrines e tratando aquilo que seria contingente como parte constitutiva daquilo que é contido.

Valendo-se dessas estruturas e códigos de exibição institucionalizados, Introdução ao Terceiro Mundo enquadra a obra de outros artistas contemporâneos como pistas sobre a realidade de um arquipélago fictício, vizinho da Nova Atlântida, que existe num permanente estado de redescoberta.

Essa apropriação absurda do modus operandi dos museus de ciência e história natural como forma narrativa sublinha a participação desses equipamentos – imperiais por excelência – no projeto de racionalização de mundos que eles não são inteiramente capazes de compreender. Ao mesmo tempo, ela recupera o processo de classificação com um gesto criador que pode produzir afinidades e traficar sentidos.

No lugar de esvaziar a taxonomia de seu poder, a Introdução ao Terceiro Mundo o orienta rumo à fabulação. O princípio ordenador do museu, comumente empregado em prol da hierarquização de conhecimentos e da segregação disciplinar, é aplicado para renovar esse conceito geopolítico datado como um território fantástico, digno de enciclopédias borgeanas.

Introdução ao Terceiro Mundo

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