Museus

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Exposição contidonãocontido - Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, 2010.

Perhaps the act of appropriation has an element of appreciation, but it is much more than that. Tutorship implies concern, but such response is not the only way (or the best one) to demonstrate care.

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Comparação entre a instalação física (aqui apresentada no Museu de Arte Moderna de Viena, em 2010) e sua simulação em realidade virtual. Modelagem de Sang Hun Yu (© Espólio de David Hall/Universidade of Dundee).

Phi Books (© Antonopoulou & Dare).

Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro, 2011.

Escadaria Maria Ortiz (Raphael Samú, screen printing on paper, 1981) - access in augmented reality

Envensão nova urso con cachorro (Elpídio Malaquias, esmalte sintético sobre aglomerado, 1992) - acessar em realidade aumentada

O Riverine Archive representa uma tentativa de catalogar as diversas atividades dos Phi Books, projeto realizado desde 2008 pelas artistas e pesquisadoras Alexandra Antonopoulou e Eleanor Dare.

O cerne dos Phi Books é o desenvolvimento de metodologias que possibilitem a comunicação e o aprendizado através de barreiras disciplinares. Inspirado pelo legado de formas algorítmicas e interativas, o projeto se apropria do objeto-livro como um modelo para estruturas compartilhadas entre diversos modos de saber, e busca explorar as contingências desta e de outras plataformas de escrita como um trampolim para a colaboração.

Frequentemente, Antonopoulou e Dare lançam mão de espaços informacionais como um ponto de encontro entre as suas práticas, jogando com a perda do controle e o atrito com o meio no intuito de gerar performances, gráficos, histórias e simulações.

Neste projeto de memória, não poderia ter sido diferente. O Riverine Archive se vale da forma cambiante do rio para produzir um acervo disfuncional, em que os registros flutuam ao sabor das ondas, e só podem ser acessados de maneira fragmentada.

Esse gesto brechtiano nos convida ao distanciamento crítico e põe em suspeita as possibilidades de imersão e de automação da empatia prometidas pela realidade virtual. Talvez a tecnologia não seja capaz de nos livrar completamente da ameaça – ou da promessa de libertação – simbolizada pelo esquecimento.

Riverine Archive

Em andamento