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Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Um Museu de Arte do Espírito Santo qualquer.

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Simulação em realidade virtual apresentada na conferência Besides the Screen, Kings College, Londres, 2018. Modelagem de Sang Hun Yu, curadoria de Adam Lockhart (© Adam Lockhart).

Reproduções de “obras de arte” seguidas de verbetes criam um novo olhar, adicionam um outro sentido, ou somente embaralham o significado primeiro diante daquilo que foi apropriado pela artista.

Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro, 2011.

Rigor Mortis - Nessa exposição, o museu é transformado numa espécie de cenário de filme de horror, onde o sentimento da realidade se deforma: a lógica falha, o corpo é estraçalhado, objetos inertes são animados, vida e morte, sonho e realidade se confundem. Realização e pesquisa de áudio: Renato Pera. Arte 3D: Caio Fazolin. Colaboração: Jye O'Sullivan e Marcos Pavão.

No tempo indígena existe uma noção de sequência, um antes e um depois, mas isso não implica uma fronteira demarcada entre passado e futuro, que, em vez de separados pelo presente, estariam dentro do agora.

O gAViAO.PENAXO (Elpídio Malaquias, esmalte sintético sobre aglomerado, 1992) - acessar em realidade aumentada

Cacau (Nice N. Avanza, óleo sobre tela, 1988) - acessar em realidade aumentada

David Hall, TV Interruptions: The Installation, 1971. Planos originais da instalação (© Espólio de David Hall/Universidade de Dundee).

Escadaria Maria Ortiz (Raphael Samú, screen printing on paper, 1981) - access in augmented reality

Perhaps the act of appropriation has an element of appreciation, but it is much more than that. Tutorship implies concern, but such response is not the only way (or the best one) to demonstrate care.

Mapeamento fotogramétrico das ânforas romanas na sala de Cultura Mediterrânea do Museu Nacional, após o incêndio. As fotos foram obtidas por drone porque o chão estava coberto por fragmentos de artefatos da coleção, tornando impossível o acesso.

Esses ambientes buscam recriar duas instalações do pioneiro videoartista britânico David Hall: A Situation Envisaged: The Rite II (Cultural Eclipse) (1988-90) e TV Interruptions (7 TV Pieces): The Installation (1971/2006). Eles foram concebidos pelo pesquisador Adam Lockhart, em colaboração com os artistas Rhoda Ellis e Sang-Hun Yu, como experimentos no uso de realidade virtual para a simulação e preservação de obras de mídia arte.

A iniciativa representa um desdobramento informal do projeto de pesquisa REWIND: Vídeos de Artista dos Anos 1970-80, do Colégio de Arte e Design da Universidade de Dundee, na Escócia, que recuperou e remasterizou mais de 450 obras. É dessa coleção que vieram as matrizes de vídeo usadas nas galerias virtuais. O resto dos componentes foi modelado em 3D, de forma a imitar os equipamentos e a disposição original dos trabalhos de Hall. Uma grande atenção foi dada à elaboração de monitores de tubo que pareçam e se comportem de maneira verossímil.

Ambos os ambientes exemplificam como a realidade virtual pode ser usada para propiciar a experiência das qualidades de um objeto que não caibam no registro single-channel. Empregada dessa maneira, a simulação oferece novos modos para a história da arte lidar com os problemas ocasionados pela degradação física de obras e a obsolescência de seus componentes tecnológicos.

Mas isso não quer dizer que a tradução das instalações para o novo meio tenha se dado de maneira plena. O framerate dos vídeos, por exemplo, precisou ser reduzido de modo a garantir a estabilidade da sua reprodução simultânea no ambiente virtual. Adaptações como essa sinalizam a construção de um tipo de realismo computacional condicionado pela economia de recursos de processamento.

Virtual Hall

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