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Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Museu Sem Paredes

Você é a encruzilhada das suas memórias - Nascida do barro e modelada em 3D, essa instalação é composta por uma sala virtual, um programa performático e uma publicação digital. Sua forma, inspirada na moringa, objeto usado pelos povos originários para o armazenamento e resfriamento de água, é um lembrete e um convite: Um lembrete de que sem a união dos elementos da natureza nossa existência não seria possível e um convite a jogar com a porosidade da memória, da identidade e da corpa. Realização: Pedra Silva, Garu e Rodrigo Lopes.

Exposição Dja Guata Porã, Museu de Arte do Rio, 2017-8.

© The Kremer Museum

Exposição Dja Guata Porã, Museu de Arte do Rio, 2017-8.

Vitória 18,35 horas (Raphael Samú, serigrafia sobre papel, sem data) - acessar em realidade aumentada

Nuvens de pontos das ilhas Redonda e Filhote. A sequência de fotos, marcada por retângulos azuis, indica a trajetória do barco ao redor das ilhas.

© The Kremer Museum

Vista aérea da Vila Autódromo antes das remoções (© Luiz Claudio Silva / acervo Museu das Remoções).

sem título (Levino Fanzeres, óleo sobre aglomerado, sem data) - acessar em realidade aumentada

Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro, 2011.

sem título (Regina Chulam, óleo sobre tela, 1982) - acessar em realidade aumentada

DiMoDA 1.0 - abertura na galeria Transfer, 2015.

Na sua Introdução ao Terceiro Mundo, a artista Marilá Dardot retoma uma tradição poética que reivindica o próprio museu como o seu meio expressivo. A instalação literalmente vira os dispositivos museográficos do avesso, convidando o público a passear por trás de paredes autoportantes, convertendo caixas de armazenamento em vitrines e tratando aquilo que seria contingente como parte constitutiva daquilo que é contido.

Valendo-se dessas estruturas e códigos de exibição institucionalizados, Introdução ao Terceiro Mundo enquadra a obra de outros artistas contemporâneos como pistas sobre a realidade de um arquipélago fictício, vizinho da Nova Atlântida, que existe num permanente estado de redescoberta.

Essa apropriação absurda do modus operandi dos museus de ciência e história natural como forma narrativa sublinha a participação desses equipamentos – imperiais por excelência – no projeto de racionalização de mundos que eles não são inteiramente capazes de compreender. Ao mesmo tempo, ela recupera o processo de classificação com um gesto criador que pode produzir afinidades e traficar sentidos.

No lugar de esvaziar a taxonomia de seu poder, a Introdução ao Terceiro Mundo o orienta rumo à fabulação. O princípio ordenador do museu, comumente empregado em prol da hierarquização de conhecimentos e da segregação disciplinar, é aplicado para renovar esse conceito geopolítico datado como um território fantástico, digno de enciclopédias borgeanas.

Introdução ao Terceiro Mundo

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